segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O corpo no imaginário e nas representações sociais


Participei de palestra do professor Antônio Geraldo Pires sobre O corpo no imaginário e nas representações sociais. Muito interessante a abordagem do professor que iniciou sua palestra trazendo o seguinte questionamento: " Porque vcs acham o corpo importante?".

Na relação corpo no imaginário e nas representações sociais fica evidenciado que, ambos são próximos e distantes, uma vez que as representações sociais, como o próprio professor contextualiza é o conhecimento prático que os homens produzem para tornar familiar aquilo que não é familiar. Trocando em miúdos (no contexto popular) é aquilo que se apresenta para a sociedade e torna-se fato.

A mídia é uma das ferramentas que melhor articula e cria representações sociais, como o professor nos apresentou cenas de novelas que ao longo do tempo foram criando diálogos sobre determinados temas que amplamente foram sendo incorporados na sociedade e alterados determinadas crenças e valores.

Há o que o mesmo denomina de conhecimento do senso comum (produção prática do conhecimento) e conhecimento reificado (aquele que é cientificamente comprovado). Entre um e outro existe relações de tensões.

Na questão do imaginário, o mesmo é um conjunto de representações sociais, onde fica claro que, não existe imaginário se não existe representações sociais. O imaginário então passa a ser cristalizado e só muda se rompe-se com seu arquetípo, o que comumente é dificil, pois o mesmo normalmente esta inserido em um núcleo onde há sistemas periféricos circulando e protegendo o núcleo central.

Que complicado tudo isso? Claro que não, em outras palavras, a vida em sociedade é mantida através de representações sociais e o imaginário são signos que se incorporam como verdade.
Um exemplo prático é a representação social da familia, onde a familia por longos anos era definida pela relação entre homem e mulher. E hoje? A familia pode ser dois homens juntos ou duas mulheres juntas. A familia hoje é o prazer de estar junto.

O professor também salientou que, as representações sociais são posições ideologicas.

A figura que colocamos acima foi apresentada pelo professor durante a palestra e é o Cristo numa visão toralmente diferenciada, pois não esta acima do homem como comumente conhecemos, mas em sentido próximo ao homem.  Os pés ficam em primeiro plano e as mãos mostram uma articulação de sofrimento físico. Essa imagem é totalmente diferente do arquetipo da imagem do Cristo como conhecemos. Isso levanta uma série de questões que passam a ser em rodas de discussões polemizada.

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