quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A cortesã em Moulin Rouge


A palavra Cortesã, conforme os usos do século XVI, era termo utilizado para referir-se às amantes que se associavam aos ricos e poderosos nobres que as proviam de luxo e bem-estar, assim como status junto à corte, em troca de sua companhia e seus favores. A própria palavra cortesã está indissoluvelmente associada à palavra Corte, como sinônimo dos nobres que podiam ter contato direto com a realeza. (Wikipédia, 2010)

Ontem assisti mais uma vez o filme Moulin Rouge, com outros olhares, não apenas do espectador, mas buscando  olhar a mulher cortesã. É interessante que o arquetipo que se criou em relação a essa mulher, é sempre de uma Deusa, linda, capaz de seduzir o homem e da-lhe prazer como nenhuma outra.

Apaixonar-se pelas mulheres de vida fácil, termo pejorativo designado a essas mulheres que se vendem, "será que se vendem mesmo?" era e ainda é uma coisa que sequer deve passar pela cabeça dos homens. Mas qual o homem que não se deixa seduzir por tão maravilhosas damas prontas a satisfazer quaisquer desejos?

No filme vemos a Satine como a linda pecadora, que ao se apaixonar é recriminada pela sociedade, essa que não se torna visivel no filme, mas que permeia toda a trama na imagem do duque e no castigo imposto a Satine, que é vitimada pela tuberculose.

Muitos anos se passaram e ainda hoje a Satine continua sendo a mulher dos desejos e da proibição. Essas condutas impostas e representadas por arquetipos fortemente intensificado pela religião e outros segmentos me deixa ainda consciente de que, as representações sociais no imaginário são de fato dificeis de serem derrubadas e as mulheres apesar de grandes conquistas ainda tem grandes rupturas a serem trabalhadas.

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